nota:
maravilhoso
Pop! Six! Squish! Uh Ha! Cícero! Lipschitz!
Chicago é o melhor musical cinematográfico produzido de todos os tempos. Ao mesmo que é sexy, é maligno, ao mesmo tempo que é bom, é mal, ao mesmo tempo que é eletrizante, é amargo. Um filme sobre prisioneiras, mas não um filme que tenta reflete o drama delas e sim... a Raiva.
Chicago mostra os sentimentos mais podres e, ao mesmo tempo, tentadores do ser humano. Chicago evoca Raiva, Ciúme, Inveja, Ódio, Medo, Tentação, Amor, Glamour e Maldade. E apesar de terem seu lado negativo, o filme conquista o espectador, fazendo com que este sinta cada um deles desesperadamente.
E esse é o papel da música em Chicago. Se não fosse um musical o filme seria na mais que um bom drama. Mas é a coreografia perfeita, a dança violenta, a música fantástica que fazem o espectador sentir o que cada personagem está sentindo.
Provo isso com algumas referencias: Não tem nada mais delicioso do que ser convidado a um filme que se abre com All That Jazz! Não tem nada mais apavorante que o ódio de cada uma das prisioneiras em Cell Block Tango! Não há nada mais delicioso e interessante do que ser chantageado por Mama em When you´re good to Mama! Não há nada mais glamouroso e excitante do que o auge da prisioneira Roxie na música que leva seu nome! Não há nada mais engraçado e crítico do que os jornalistas em We Both Reached For The Gun! Não tem nada mais incômodo do que o drama da indiferença vivido por Amos em Mr. Cellophane e, por fim, não há nada mais excitante que o desespero de Velma Kelly em I Can´t Do It Alone! Sem contar com All I care about is love, Circus (não sei se são esses os nomes das músicas) e o sapateado cantados e maravilhosamente interpretados por Billy F.
Enfim concluo dizendo que Chicago é um filme para poucos. Poucos gostam, poucos curtem, mas, excetuando-se aqueles que não gostam, o resto se apaixona e não consegue ver só uma vez... Se você não assistiu Chicago ou assistiu a muito tempo e não se lembra: assista!
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